La Libertad

Coimbra (?), 4 de fevereiro de 2019 –

O nevoeiro… rodeia-me. A escuridão… chama-me. Não consigo ver-te, mas sinto o teu olhar penetrar-me. Chamas-me sempre que estou sozinha e sonhando as aventuras que poderia ter contigo. Tenho saudades de te ouvir, de sentir o calor da tua alma, o ardor do teu chamamento.

Serás o Desconhecido por muito tempo, talvez por demasiado. Mas a liberdade escolhe-se e conquista-se. Quando chegar a altura de mudar, acolhe-me com o sorriso da tua mansidão e espera que me acerque a ti.

Não sei por quanto tempo poderei conter este impulso e acalmar a necessidade que tenho de ti. Basta um segundo para mudar uma vida. Inúmeras as decisões que se tomam por minuto.

Vivemos a vida dos outros, com eles e para os demais. Como aguentar a pressão…?

Sofia Rainho

Collateral damage da Bia Berde