Moca do café

Portimão, 2 de agosto de 2019 –

Já trabalho há três dias quase sem parar. Hoje, finalmente e, claro, por necessidade, experimentei café. Cheirei, senti o ardor do amargo odor da bebida e deixei-a escaldar na língua, o que não tornou a ação mais confortável. Passadas algumas horas, bebi mais a sério e soube-me a vício.

Não escrevo há bastante tempo e isso afeta-me. De vez em quando, penso em como quero ser escritora mas, depois, a febre arrefece e penso em seguir carreira no desporto ou em gestão de eventos – há tantas possibilidades…

Acredito mesmo que ela me queira ajudar e sinto que somos mais parecidas do que ela mostra que pensa. Não sei bem o que pensar sobre isso.

Preciso de tempo para rezar, para refletir, para deixar de ser egoísta. Olhos pesados, garganta inflamada, pés cansados e sorriso desgastado. Nem consigo, como habitual, imaginar a minha imagem. Deve ser mesmo má.

O que mais preciso é de empatia, de noção, de ação e reação.

Sofia Rainho

Mirar

Deixa um comentário...