agosto de 2019 –
– A formiga procurou um ninho! – exclamou, ao ser ofuscada pela luz.
Aqui, sentada no meio da escuridão (claramente, mas unilateralmente), luminosa, ela observa a lua. Uma lua de Saturno, cujos anéis atormentam. O desgaste leva-a a pensar que o café, não lhe tirando o sono, lhe retira a sanidade.
Mais do que uma dúzia de homens musculados, sem bonés nem protetor solar, mostram-se sempre atarefados, jamais fatigados. Mas o sol não engana.
Passos apressados, poeira que faz espirrar, asneiras que causam um furacão psicologicamente sensível e questões demasiado complicadas para serem esclarecidas. E um – ou dois? – dedos machucados. Mas uma liberdade infinita, a que cheira.
Transborda a dor – dos pés, dos dedos, da garganta e do nariz – e soma-se o transtorno do ânimo, da alma. Será que as pessoas mudam? Eu acho que não. Mas quem sou eu senão um empecilho? Será que arranjo soluções?
Preciso de ajuda – do Caminho.
Sofia Rainho

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