Porto, 20 de janeiro de 2020 –
Antes, quando eu pensava que a área metropolitana correspondia à área ocupada pelo metro – como meio de transporte – de determinada cidade, não precisava de jogar jogos de arcada no meu smartphone às tantas da noite, com medo do silêncio, para me lembrar que, de facto, existes (para me atormentar). Porque não me respondes? Desenvolvo todo um filme na minha cabeça, um filme deprimente, sem fim, sem início, sem fio condutor…
Agora que admiro a humildade da beleza humana, quero mais que nunca e tenho mesmo uma necessidade de amar, de querer e de precisar de alguém. E preciso de ti.
Não quero morrer sem te dizer que te amo. Por muito que o tente negar, importas mais para mim do que devias. Não sei se é porque me abriste as portas tão rápida e facilmente ou porque tens um charme inigualável; de todas formas, por mais que tente, esquecer-te é tarefa impossível.
Anseio pelo dia em que não te queira beijar… desde aquele momento em que me apercebi, naquela noite fria em que nos via a tornarmo-nos numa família adorável.
Parece-me que me dás inspiração para (sobre)viver quando, na verdade, quando tento escrever ou refletir sobre ti, apenas suspiro e penso naquilo que não fiz.
Quando sei que te aproximas, transformo a minha surpresa de me reconheceres pela surpresa de te ver, porque de cada vez que nos encontramos, sinto-me diferente e com intenções distintas. Atormentas a minha existência depressiva e solitária. Desafias os meus dias apagados e melancólicos.
Se me tornas melhor? Pelo menos contigo sinto-me melhor. E é tudo o que preciso.
Sofia Rainho


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