Porto, 30 de janeiro de 2020 –
Não quero dormir porque não quero sonhar contigo. Não quero acordar e relembrar que existes. Quero, antes, distrair esta minha mente perversa e distorcida com ecrãs e extravagâncias. Quero ter essa liberdade.
Parece demasiado cliché para ser verdade. Não pretendia que isto acontecesse, mas é verdade que me apaixonei por ti. Lembro-me da história de como te conheci e do momento em que senti que, para mim, significas mais do que devias. Porquê? O teu exemplo não me faz melhor pessoa, apenas mais feliz, a tua presença não me torna alguém ambicioso e com objetivos bem definidos, somente dá comigo em doida. E, pela primeira vez, não tenho certezas sobre como (re)agir.
Sinto que sou culpada por este distanciamento, que começou com os meus erros a serem causadores de mudanças nos hábitos que passara a considerar quotidianos desde que te conheci. És mais uma pedra no meu sapato, mas não consigo deixar de pensar em ti. E o que mais me entristece é não estar contigo a todo o momento. És vida para mim.
Depois és assim, imprevisível, intempestiva. Caraças, deixa de ser aliciantemente aditiva. Para de me ignorar para que, assim, me ache contraditória pela interpretação que retiro da tua maneira de ser. Nem sei se quero viver assim. Mas tu mereces mais que o mundo, e o mundo é demasiado para mim.
Sofia Rainho

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