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Esch-sur-Alzette, 9 de março de 2025 –

É tão difícil viver. Eu sei o que sinto, mas não sei o que sentes.

Fecho os olhos para ver os teus. Esses olhos majestosos, grandes, lindos. Dá-me uma vontade de chorar enorme por não saber quando poderei voltar a olhar para eles; como quando te voltei a ver depois de mais de um mês sem o fazer…

Mas depois penso em ti. És linda, mas provavelmente nem te lembras de mim. E se lembrares, o que posso eu fazer? Não quero gerar mau ambiente quando sei que vamos estar juntas mais um ano e meio… Não sei se consigo resistir a dizer-te como me sinto. Sou muito má a ler e interpretar bem o que as pessoas realmente sentem por mim. E, ainda assim, esses olhos grandes, gigantes, majestosos seguem-me para onde quer que vá. E eu quero que me sigam – mas também sei que seguem problemas. Sei mesmo? Ou só tenho medo? Tenho mesmo muito medo. Mesmo muito. E ainda assim quero imenso beijar-te.

Tenho que parar de ser tão estúpida e parecer desinteressada. O medo paralisa-me e causa-me ansiedade. Tenho quase a certeza de que, se falar contigo, tudo será mais simples.

Tenho saudades tuas. O que fazes agora? Odeio estar a voltar a sentir isto – e, mesmo tempo, gosto. Está tão bom tempo lá fora. Não queres ir comer um gelado? Não queres ir comer? Não (me) queres comer?

Sofia Rainho