Contumil, 12 de outubro de 2021 –
Quem
me dera, a mim,
descrever-te, a ti,
como o mundo para
de girar de cada vez que
se dá o cruzar das nossas existências.
Quem me dera, a mim, chamar-te, a ti:
a primeira do que é teu é a décima
e é parte da sexta de ti – que
já é última.
Quem
me dera, a mim, dizer-te
como esta brisa do rio ao luar
me relembra os teus olhos despertos
e os meus, sonolentos, mirando-te sempre.
Quem me dera falar-te da tua beleza,
elogiar a tua elegância
de pensamentos,
informar-te
daquilo
que
em
mim
despertas.
Ei! Ó tempo –
traz de volta
a inocência
e priva-me
de sentir
o vento
chamar
-me,
apenas,
como uma
mágoa perdida
no meio da
solidão.
Sofia Rainho

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